sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Informação aos visitantes

Olá a todos que visitam este blog.
O blog ainda continua activo eu é que estou com uns problemas de saúde e não posso estar muito tempo no pc basicamente só venho ver os e-mail e pouco mais, alias lanço-vos um desafio que me mandem 10 temas para eu publicar no blog.
Obrigada a todos e desculpe pela demora.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Doença de Miastenia grave

 visão geral

A miastenia grave é um distúrbio crônico neuromuscular caracterizado pela fraqueza muscular e fadiga rápida quando o músculo é exigido.

Tipos

Há dois tipos possíveis de miastenia grave: adquirida e congênita. A forma adquirida nada mais do que é uma doença autoimune, em que os anticorpos atacam células e tecidos saudáveis do organismo por engano, confundindo-os com agentes invasores, como vírus e bactérias.
Já a forma congênita acontece quando os anticorpos produzidos pela mãe passam para o feto por meio da placenta.

Causas

As razões pelas quais a miastenia grave ocorre ainda não estão totalmente esclarecidas. Se for do tipo autoimune, a resposta imunológica se volta contra os componentes da placa motora responsável pela transmissão do estímulo nervoso que faz o músculo contrair, a acetilcolina. Esse processo interfere na transmissão do impulso nervoso e provoca o enfraquecimento rápido dos músculos.
Alguns médicos acreditam que a miastenia grave possa estar vinculada de alguma forma a tumores no timo, uma glândula ligada ao sistema imunológico responsável pela produção de anticorpos.

Fatores de risco

Os fatores genéticos são os principais fatores de risco para a miastenia grave – principalmente porque eles estão diretamente relacionados à forma congênita da doença. Além disso, fadiga, estresse, o calor extremo e outras condições de saúde também podem contribuir para o surgimento da doença. Alguns medicamentos, como betabloqueadores, certos anestésicos e antibióticos, também podem aumentar o risco de uma pessoa vir a desenvolver miastenia grave.

 sintomas

A fraqueza muscular é o principal sintoma de miastenia grave e piora à medida em que o músculo afetado é usado repetidamente. Como os sinais e sintomas costumam melhorar com o repouso, a fraqueza muscular pode ir e vir. O problema é que os outros sintomas da miastenia grave também tendem a se agravar com o passar do tempo, principalmente se não forem tratados corretamente.
Apesar de miastenia grave poder afetar qualquer um dos músculos do corpo humano, certos grupos musculares são mais comumente afetados do que outros, como:

Músculos dos olhos

Em mais da metade das pessoas que desenvolvem miastenia grave, os primeiros sinais e sintomas envolvem problemas oculares, tais como pálpebras caídas e visão dupla.

Músculos do rosto e pescoço

Fala alterada (nasalada), cabeça caída, dificuldade para engolir, facilidade para engasgar, problemas de mastigação e perda do controle dos músculos faciais ligados às expressões, como sorrir, por exemplo.

Músculos dos membros

Além disso, miastenia grave pode causar fraqueza nos músculos dos braços e das pernas – que geralmente vem acompanhada da fraqueza muscular que atinge outras partes do corpo. Geralmente, a doença afeta mais os braços do que as pernas.

 diagnóstico e exames

Agende uma consulta com um médico se você tiver dificuldades para respirar, enxergar, engolir, mastigar, caminhar, sustentar a cabeça ou usar os braços e as pernas normalmente.

Entre os especialistas que podem diagnosticar miastenia grave estão:
  • Clínico geral
  • Neurologista
  • Geneticista.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quando os sintomas surgiram?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • Os sintomas pioraram com o passar do tempo?
  • Você sente fraqueza muscular?
  • A fraqueza é contínua ou melhora com o repouso?
  • Quais músculos são afetados?
  • Você foi diagnosticado recentemente com alguma condição médica? Qual?
  • Você faz uso de algum tipo de medicamento? Qual?
  • Você tem histórico familiar de miastenia grave ou quaisquer outros problemas musculares?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? Funcionou?
  • Você tem dificuldade para enxergar, respirar, andar ou mastigar?

Para diagnosticar a miastenia grave, o médico deverá realizar um exame físico e lhe fazer uma série de perguntas sobre seu histórico clínico. Em seguida, ele pedirá alguns exames específicos, como:
  • Exame neurológico, para avaliar reflexos, força muscular, sentidos do tato e da visão e noções de coordenação e equilíbrio
  • Teste edrofónio
  • Exame de sangue
  • Exame de eletroneuromiografia com estimulação nervosa repetitiva
  • Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética
  • Testes de função pulmonar
  • Testes genéticos
  • Biópsia do tecido muscular.
O uso de uma injeção de prostigmina, substância que ajuda a recuperar a força muscular por algum tempo, pode ser útil para confirmar a suspeita de miastenia grave.

 tratamento e cuidados

Existem inúmeras possíveis abordagens terapêuticas para tratar miastenia grave. No entanto, uma combinação desses métodos costuma ser a saída mais eficaz para tratar os sintomas da doença. Veja:

Medicamentos

O uso de alguns medicamentos, como imunossupressores, corticosteroides e inibidores de colinesterase, costuma ser combinado a uma terapia chamada de plasmerase, que consiste na remoção do plasma com anticorpos, a fim deste ser substituído por um plasma livre de células de defesa, e, também, a infusões de imunoglobilina intravenosa, que tem como objetivo prover seu corpo com anticorpos capazes de conferir resistência maior ao seu organismo.

Cirurgia

Aproximadamente 15% dos casos confirmados de miastenia grave são acompanhados por um tumor no timo – uma glândula que está diretamente envolvida no sistema imunológico. São nesses casos em que a cirurgia para remoção do timo é o método mais indicado para tratar miastenia grave.
Mesmo sem a ocorrência de tumor, a cirurgia pode ser uma boa saída para aliviar os sintomas causados pela doença, livrando o paciente do uso de medicamentos.

 convivendo (prognóstico)

O tratamento aliado a determinadas abordagens caseiras pode melhorar ainda mais os sinais e sintomas de miastenia grave. Veja algumas dicas:
  • Ajuste a rotina alimentar. Procure fazer suas refeições quando estiver com uma boa força muscular. Além disso, se tiver problemas para mastigar, prefira alimentos macios e procure fazer várias refeições curtas ao longo do dia
  • Se necessário, adapte sua casa com precauções de segurança, como barras de apoio. Cuidado com tapetes escorregadios e outros objetos que possam facilitar a queda.

Se não for devidamente tratada, a miastenia grave pode levar a algumas complicações de saúde. Embora algumas sejam tratáveis, outras podem ser fatais. Veja:
  • Crise miastênica, que ocorre quando os músculos que controlam a respiração estão enfraquecidos demais. Este problema pode representar um risco para a vida do paciente e necessita de atendimento médico emergencial
  • Tumores no timo
  • Outros distúrbios, como disfunções da tireoide (hipertireoidismo, por exemplo)
  • Outras doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus.

Não existe cura para miastenia grave, mas com o tratamento adequado é possível ter uma remissão prolongada dos sintomas. Para isso, pode ser necessário restringir algumas atividades diárias. Além disso, indivíduos que apresentam apenas sintomas oculares podem desenvolver miastenia generalizada com o decorrer do tempo.
Mulheres com miastenia grave podem ficar grávidas, porém devem ser observadas de perto por uma equipe médica especializada. Caso a doença seja transmitida para o bebê por meio da placenta, a criança deverá ser submetida a um tratamento para remissão dos sintomas. Geralmente, o bebê consegue se livrar da miastenia grave rapidamente – geralmente algumas semanas após o parto.

 prevenção

Não há formas conhecidas de prevenir a miastenia grave.
Fonte:http://www.minhavida.com.br/saude/temas/miastenia-grave

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Pediatria para todos

http://blogpediatriaparatodos.blogspot.pt/search/label/Doen%C3%A7as

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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Atelectasia e colapso pulmonar

A atelectasia corresponde à ausência de ar nos alvéolos de uma área mais ou menos extensa do pulmão, enquanto que o colapso pulmonar consiste na retracção de uma parte ou da totalidade do mesmo.

Causas


A atelectasia produz-se quando, por alguma circunstância, como uma obstrução ou compressão das vias aéreas, os alvéolos de um sector mais ou menos extenso de um pulmão deixam de ser ventilados.
No colapso pulmonar, além da perda do conteúdo de ar de um sector mais ou menos extenso do pulmão, observa-se uma grande diminuição da irrigação sanguínea, o que provoca a retracção do referido sector do pulmão ou de todo o pulmão.
A causa mais frequente corresponde à obstrução total de um brônquio ou bronquíolo. Quando se obstruiu completamente a entrada de um desses canais aéreos, o ar presente em todo o sector pulmonar ventilado pelo mesmo, para além do ponto de obstrução, fica inicialmente preso no interior dos alvéolos. Todavia, caso a obstrução persista, o ar começa a reabsorver-se até que os alvéolos do dito sector pulmonar se "desinsuflam" por completo, dando origem a uma atelectasia. Perante este acontecimento, os vasos sanguíneos do sector do tecido afectado contraem-se através de um mecanismo reflexo, diminuindo consequentemente a irrigação sanguínea do dito sector, o que provoca uma retracção do tecido ou colapso pulmonar. Desta forma, a obstrução total e persistente de um brônquio conduz sequencialmente a uma atelectasia e a um colapso pulmonar.
Os brônquios e bronquíolos podem obstruir-se por várias razões. Uma das mais frequentes, sobretudo nas crianças, é a aspiração de um corpo estranho - um fruto seco, um botão, uma pequena peça de brinquedo que após ser introduzido na boca desce pela faringe, laringe e brônquios até obstruir. Por vezes, o elemento que provoca a obstrução é um rolhão de secreção mucosa espessa, especialmente quando por alguma razão o diâmetro dos brônquios e bronquíolos se encontra anormalmente reduzido, como acontece em caso de asma e bronquite crónica.
Por outro lado, muitas vezes, a causa da doença é a compressão de um brônquio ou do tecido pulmonar provocada pelo desenvolvimento de um tumor, um derrame pleural ou um pneumotórax.
A atelectasia também pode ser um efeito secundário da anestesia geral, como é possível observar em alguns pacientes após intervenções cirúrgicas efectuadas no tórax ou na zona superior do abdómen (atelectasia pós-cirúrgica).

Sintomas

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Os sintomas variam de acordo com a extensão do processo e a rapidez com que este se instala. O mais frequente é a doença afectar apenas um lobo ou um segmento de um lobo pulmonar. Caso a atelectasia se desenvolva gradualmente, como costuma ocorrer nos pacientes que sofrem de tumores malignos ou tuberculosos, os sintomas não costumam ser muito evidentes, sendo frequentemente confundidos com aqueles provocados pela doença subjacente. Por outro lado, quando a doença se apresenta de forma repentina, como sucede após a aspiração de um corpo estranho ou pela obstrução provocada por um rolhão mucoso, o paciente manifesta uma evidente dificuldade em respirar, ou dispneia, que tenta compensar ao realizar inspirações mais frequentes e superficiais. Em ambos os casos, caso não se proceda ao tratamento adequado, é provável que mais tarde ou mais cedo surjam algumas complicações, como processos infecciosos, dilatações brônquicas (bronquiectasias) e perda da elasticidade do tecido pulmonar (fibrose).
Por outro lado, quando a doença afecta todo o pulmão, como costuma acontecer em alguns casos de atelectasia pós-cirúrgica, as manifestaçöes normalmente produzem-se de forma brusca. Os sintomas predominantes são uma evidente dificuldade em respirar e uma extrema ansiedade. Além disso, costuma existir uma notória insuficiência respiratória, evidenciada pela tonalidade azulada da pele e mucosas, ou cianose, devido a falta de oxigénio, que pode gerar, nos casos mais graves, complicações letais.

Tratamento

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O tratamento varia segundo a causa e a gravidade da doença. Em caso de atelectasia obstrutiva, é fundamental desobstruir o mais rápido possível o brônquio ou bronquíolo obstruído, o que pode ser alcançado, conforme o tipo de corpo estranho responsável, ao alterar-se a postura corporal do paciente, ao efectuar massagens para favorecer a drenagem das secreções mucosas ou ao extrair o rolhão mucoso com a ajuda de um catéter introduzido até ao brônquio afectado.
Nos restantes casos, ao mesmo tempo que se tenta corrigir a causa da doença, devem ser tomadas as medidas pertinentes para melhorar a função respiratória, ou seja, deve-se aplicar ao paciente fisioterapia respiratória, aconselhá-lo a mudar de posição com frequência e a realizar inspirações mais profundas para favorecer a drenagem das secreções mucosas. Além disso, caso seja necessário, deve-se proceder a administração de oxigénio e, em alguns casos, a prescrição de antibióticos para prevenir ou tratar uma complicação infecciosa.
Informações adicionais

Aspiração de um corpo estranho

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A aspiração acidental de um corpo estranho pode provocar a obstrução de um brônquio ou bronquíolo, dando origem a uma atelectasia e colapso pulmonar. Embora possa ocorrer em qualquer idade, trata-se de um incidente especialmente frequente durante os dois primeiros anos de vida, pois as crianças têm o hábito de levar a boca qualquer pequeno objecto que alcancem: botões, moedas, rebuçados, qualquer pequena peça de um brinquedo, etc.

Quando se aspira um corpo estranho, este produz uma irritação na mucosa respiratória que desencadeia o reflexo da tosse. Muitas vezes, alguns acessos de tosse são suficientes para que se expulse eficazmente um objecto que apenas conseguiu obstruir parcialmente um brônquio. Todavia, caso o objecto obstrua por completo um brônquio, a tosse pode ser ineficaz, o que dará origem a uma atelectasia. Neste caso, convém efectuar de imediato uma manobra que facilite a expulsão do corpo estranho. Em primeiro lugar, deve-se colocar a criança com a cabeça abaixo do tronco e aplicar-lhe uma série de palmadas nas costas, entre as omoplatas. Caso esta medida não seja eficaz, deve-se proceder a uma outra manobra, ou seja, sentar a criança no próprio colo, inclinar o seu tronco para a frente e abraçá-la por trás, de modo a exercer alguns movimentos de pressão sobre a zona superior do abdómen ou sobre o esterno, o osso central do peito. Se com estas manobras não se conseguir expulsar o corpo estranho, deve-se procurar assistência médica urgente para que sejam tomadas as medidas adequadas de modo a evitar um final trágico.
Fonte:http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=229

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DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

O que é?
A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas com esta doença apresentam tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar. Nestes casos, chamamos a doença de DPOC. Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo a todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: bronquite crônica, enfisema pulmonar, asma brônquica e bronquiectasias. No entanto, na maioria das vezes, ao falarmos em DPOC propriamente dito, nos referimos à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar.
A bronquite crônica está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado.
O enfisema pulmonar está presente quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado. Os pulmões são compostos por incontáveis alvéolos, que são diminutos sacos de ar, onde entra o oxigênio e sai o gás carbônico.
Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar, que ocorre, na maioria dos casos, devido ao tabagismo de longa data. Esta limitação no fluxo de ar não é completamente reversível e, geralmente, vai progredindo com o passar dos anos.
Como se desenvolve?
O DPOC se desenvolve após vários anos de tabagismo ou exposição à poeira (em torno de 30 anos), levando à danos em todas as vias respiratórias, incluindo os pulmões. Estes danos podem ser permanentes. O fumo contém irritantes que inflamam as vias respiratórias e causam alterações que podem levar à doença obstrutiva crônica.
O que se sente?
Os sintomas típicos de DPOC são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração. Algumas pessoas desenvolvem uma limitação gradual aos exercícios, mas a tosse somente aparece eventualmente. Outras, costumam ter tosse com expectoração (catarro) durante o dia, principalmente pela manhã, e tem maior facilidade de contrair infecções respiratórias. Neste caso, a tosse piora, o escarro (catarro) torna-se esverdeado ou amarelado, e a falta de ar poderá piorar, surgindo, às vezes, chiado no peito (sibilância). À medida que os anos passam e a pessoa segue fumando, a falta de ar vai evoluindo. Pode começar a aparecer com atividades mínimas, como se vestir ou se pentear, por exemplo. Algumas pessoas com DPOC grave poderão apresentar uma fraqueza no funcionamento do coração, com o aparecimento de inchaço nos pés e nas pernas.
Como o médico faz o diagnóstico?
O médico faz o diagnóstico baseado nas alterações identificadas no exame físico, aliado às alterações referidas pelo paciente e sua longa exposição ao fumo. O médico poderá, ainda, solicitar exames de imagem ou de função pulmonar, além de exames de sangue. Todos estes exames complementares irão corroborar o diagnóstico de DPOC. Os exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia computadorizada do tórax mostrarão alterações características da doença. A espirometria, que é um exame que demonstra como está a função pulmonar, usualmente demonstra a diminuição dos fluxos aéreos. Neste exame, a pessoa puxa o ar fundo e assopra num aparelho que medirá os fluxos e volumes pulmonares. Outro exame importante é a gasometria arterial, em que é retirado sangue de uma artéria do paciente e nele é medida a quantidade de oxigênio. Nas pessoas com DPOC, a oxigenação está freqüentemente diminuída.
Como se trata?
A primeira coisa a fazer é parar de fumar. Nas pessoas com muita dificuldade para abandonar o fumo, podem ser utilizadas medicações que diminuem os sintomas causados pela abstinência deste. Os broncodilatadores são medicamentos muito importantes no tratamento. Podem ser utilizados de várias formas: através de nebulizadores, nebulímetros (spraysou "bombinhas"), turbohaler ( um tipo de "bombinha" que se inala um pó seco ), rotadisks (uma "bombinha" com formato de disco que se inala um pó seco), comprimidos, xaropes ou cápsulas de inalar. Os médicos costumam indicar estes medicamentos através de nebulímetros, turbohaler, cápsulas inalatórias ou nebulizadores, por terem efeito mais rápido e eficaz, além de contabilizarem menos efeitos colaterais. Contudo, os medicamentos corticosteróides também podem ser úteis no tratamento de alguns pacientes com DPOC. O uso de oxigênio domiciliar também poderá ser necessário no tratamento da pessoa com DPOC, melhorando a qualidade e prolongando a vida do doente. Além disso, a reabilitação pulmonar através de orientações e exercícios também poderá ser indicada pelo médico com o intuito de diminuir os sintomas da doença, a incapacidade e as limitações do indivíduo, tornando o seu dia-a-dia mais fácil.
Devemos lembrar a importância da vacinação contra a gripe (anual) e pneumonia, que, geralmente, é feita uma única vez.
Como se previne?
Evitar o fumo é a única forma de prevenção da doença. A terapia de reposição de nicotina ou o uso de uma medicação chamada bupropiona poderá auxiliar neste sentido.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Tem como o médico antever os casos de fumantes que evoluirão para tal doença?
Quais as principais diferenças entre a DPOC e a asma brônquica?
O que há de novo em relação ao tratamento da DPOC?
Quais os pacientes que deverão fazer a reabilitação pulmonar como auxílio no tratamento?
Fonte:http://www.abcdasaude.com.br/pneumologia/doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica