Mostrar mensagens com a etiqueta Sobre doenças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sobre doenças. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Exame de papanicolau ou citologia

O exame de papanicolau/ citologia é um teste que permite recolha das células do colo do útero, para posterior observação em laboratório. Este procedimento é simples e indolor.

Qual a importância da citologia?

Permite o diagnóstico precoce de alterações ainda em fase sub-clinica. Tem como objetivo reduzir a mortalidade provocada pelo cancro do colo do útero.

Citologia vaginal

Exame que detecta cerca de 95% dos casos de cancro do colo do útero em estadios precoces. A colheita é feita durante o exame ginecológico e consiste num esfregaço de células do colo do útero que posteriormente é colocado numa lâmina para avaliação microscópica. Um resultado negativo revela que o colo do útero é normal.

Onde realizar uma citologia?

Poderá fazer a citologia no seu médico ou ginecologista.

Como prevenir o cancro do colo do útero?
  • Evitar o início da atividade sexual precoce;
  • Evitar fumar;
  • Evitar ter mais que um parceiro sexual; 
  • Se já teve uma infeção sexualmente transmissível, deve recorrer ao uso de preservativo durante as relações sexuais;
  • Deve ter uma alimentação saudável e praticar exercício;
  • Vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (VPH) carlosedgar.com

Perguntas frequentes sobre citologias

O que é a citologia?

A citologia é um exame ginecológico que permite recolher das células do colo do útero, para posterior observação em laboratório.

O papanicolau é o mesmo que uma citologia?

Sim é o mesmo exame, o papanicolau ou citologia cervical é um exame ginecológico realizado para prevenir o cancro do colo do útero.

Posso prevenir o cancro do colo do útero com as citologias?

Sim, as citologias permitem identificar a presença de células pré-cancerígenas.

Quando devemos fazer uma citologia? Quando se deve fazer a primeira citologia?

A citologia deve ser feita anualmente por rotina ou sempre que a mulher apresente alterações vaginais (corrimento, infeções recorrentes, entre outras). Se a mulher tiver duas citologias, em anos seguidos, normais pode passar a fazer de 3 em 3 anos, se não tiver sintomas. Deve começar a fazer as citologias assim que inicia a vida sexual.

O que pretendemos saber com uma citologia?

A realização de uma citologia pretende identificar precocemente lesões cancerígenas, prevenindo o número de casos de cancro do colo do útero.

Como se faz uma citologia?

O exame é efetuado pelo médico, numa marquesa ginecológica, a mulher deverá estar de pernas abertas para facilitar a introdução de um espéculo e o médico efetua a observação e o esfregaço de células do colo do útero (prefira os espéculos descartáveis). As células removidas são colocadas numa lâmina e é identificada a presença de células alteradas. Todas as mulheres com vida sexual ativa devem fazer citologia.

Onde posso fazer a citologia?

Poderá fazer a citologia no seu médico ou ginecologista.

No dia anterior à realização da citologia posso ter relações sexuais?

Não é aconselhável, a mulher não deverá ter relações sexuais (penetração) 3 dias antes da realização da citologia para não alterar o resultado (inflamações).

Fazer uma citologia dói muito?

Não, a realização de uma citologia é um procedimento indolor, embora seja incomodo pela posição que a mulher tem que adotar para permitir a realização. A mulher deve permanecer calma com os braços estendidos ao longo do tronco para permitir a introdução do espéculo.

Quanto tempo demora o resultado de uma citologia?

Cerca de 1 a 2 semanas.

Como sei se a minha citologia está normal?

Se o resultado der negativo para lesão intraepitelial ou neoplasia maligna (NILM). NILM - Negative for Intraepithelial Lesion and Malignancy

Se a sua citologia estiver alterada pode dar uma lesão de baixo grau (LSIL - lesão escamosa intraepitelial de baixo grau) ou lesão de alto grau (HSIL - lesão escamosa intraepitelial de alto grau).

A citologia pode dar um resultado falso negativo?

Sim pode, o resultado da citologia pode vir alterado se a mulher tiver relações sexuais 3 dias antes da realização, fizer duches vaginais ou se aplicar comprimidos vaginais sem receita médica.
Fonte:http://www.procuromaissaude.com/2013/03/o-que-e-o-exame-de-papanicolau-ou.html

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Atelectasia e colapso pulmonar

A atelectasia corresponde à ausência de ar nos alvéolos de uma área mais ou menos extensa do pulmão, enquanto que o colapso pulmonar consiste na retracção de uma parte ou da totalidade do mesmo.

Causas


A atelectasia produz-se quando, por alguma circunstância, como uma obstrução ou compressão das vias aéreas, os alvéolos de um sector mais ou menos extenso de um pulmão deixam de ser ventilados.
No colapso pulmonar, além da perda do conteúdo de ar de um sector mais ou menos extenso do pulmão, observa-se uma grande diminuição da irrigação sanguínea, o que provoca a retracção do referido sector do pulmão ou de todo o pulmão.
A causa mais frequente corresponde à obstrução total de um brônquio ou bronquíolo. Quando se obstruiu completamente a entrada de um desses canais aéreos, o ar presente em todo o sector pulmonar ventilado pelo mesmo, para além do ponto de obstrução, fica inicialmente preso no interior dos alvéolos. Todavia, caso a obstrução persista, o ar começa a reabsorver-se até que os alvéolos do dito sector pulmonar se "desinsuflam" por completo, dando origem a uma atelectasia. Perante este acontecimento, os vasos sanguíneos do sector do tecido afectado contraem-se através de um mecanismo reflexo, diminuindo consequentemente a irrigação sanguínea do dito sector, o que provoca uma retracção do tecido ou colapso pulmonar. Desta forma, a obstrução total e persistente de um brônquio conduz sequencialmente a uma atelectasia e a um colapso pulmonar.
Os brônquios e bronquíolos podem obstruir-se por várias razões. Uma das mais frequentes, sobretudo nas crianças, é a aspiração de um corpo estranho - um fruto seco, um botão, uma pequena peça de brinquedo que após ser introduzido na boca desce pela faringe, laringe e brônquios até obstruir. Por vezes, o elemento que provoca a obstrução é um rolhão de secreção mucosa espessa, especialmente quando por alguma razão o diâmetro dos brônquios e bronquíolos se encontra anormalmente reduzido, como acontece em caso de asma e bronquite crónica.
Por outro lado, muitas vezes, a causa da doença é a compressão de um brônquio ou do tecido pulmonar provocada pelo desenvolvimento de um tumor, um derrame pleural ou um pneumotórax.
A atelectasia também pode ser um efeito secundário da anestesia geral, como é possível observar em alguns pacientes após intervenções cirúrgicas efectuadas no tórax ou na zona superior do abdómen (atelectasia pós-cirúrgica).

Sintomas

Topo 
Os sintomas variam de acordo com a extensão do processo e a rapidez com que este se instala. O mais frequente é a doença afectar apenas um lobo ou um segmento de um lobo pulmonar. Caso a atelectasia se desenvolva gradualmente, como costuma ocorrer nos pacientes que sofrem de tumores malignos ou tuberculosos, os sintomas não costumam ser muito evidentes, sendo frequentemente confundidos com aqueles provocados pela doença subjacente. Por outro lado, quando a doença se apresenta de forma repentina, como sucede após a aspiração de um corpo estranho ou pela obstrução provocada por um rolhão mucoso, o paciente manifesta uma evidente dificuldade em respirar, ou dispneia, que tenta compensar ao realizar inspirações mais frequentes e superficiais. Em ambos os casos, caso não se proceda ao tratamento adequado, é provável que mais tarde ou mais cedo surjam algumas complicações, como processos infecciosos, dilatações brônquicas (bronquiectasias) e perda da elasticidade do tecido pulmonar (fibrose).
Por outro lado, quando a doença afecta todo o pulmão, como costuma acontecer em alguns casos de atelectasia pós-cirúrgica, as manifestaçöes normalmente produzem-se de forma brusca. Os sintomas predominantes são uma evidente dificuldade em respirar e uma extrema ansiedade. Além disso, costuma existir uma notória insuficiência respiratória, evidenciada pela tonalidade azulada da pele e mucosas, ou cianose, devido a falta de oxigénio, que pode gerar, nos casos mais graves, complicações letais.

Tratamento

Topo 
O tratamento varia segundo a causa e a gravidade da doença. Em caso de atelectasia obstrutiva, é fundamental desobstruir o mais rápido possível o brônquio ou bronquíolo obstruído, o que pode ser alcançado, conforme o tipo de corpo estranho responsável, ao alterar-se a postura corporal do paciente, ao efectuar massagens para favorecer a drenagem das secreções mucosas ou ao extrair o rolhão mucoso com a ajuda de um catéter introduzido até ao brônquio afectado.
Nos restantes casos, ao mesmo tempo que se tenta corrigir a causa da doença, devem ser tomadas as medidas pertinentes para melhorar a função respiratória, ou seja, deve-se aplicar ao paciente fisioterapia respiratória, aconselhá-lo a mudar de posição com frequência e a realizar inspirações mais profundas para favorecer a drenagem das secreções mucosas. Além disso, caso seja necessário, deve-se proceder a administração de oxigénio e, em alguns casos, a prescrição de antibióticos para prevenir ou tratar uma complicação infecciosa.
Informações adicionais

Aspiração de um corpo estranho

Topo 
A aspiração acidental de um corpo estranho pode provocar a obstrução de um brônquio ou bronquíolo, dando origem a uma atelectasia e colapso pulmonar. Embora possa ocorrer em qualquer idade, trata-se de um incidente especialmente frequente durante os dois primeiros anos de vida, pois as crianças têm o hábito de levar a boca qualquer pequeno objecto que alcancem: botões, moedas, rebuçados, qualquer pequena peça de um brinquedo, etc.

Quando se aspira um corpo estranho, este produz uma irritação na mucosa respiratória que desencadeia o reflexo da tosse. Muitas vezes, alguns acessos de tosse são suficientes para que se expulse eficazmente um objecto que apenas conseguiu obstruir parcialmente um brônquio. Todavia, caso o objecto obstrua por completo um brônquio, a tosse pode ser ineficaz, o que dará origem a uma atelectasia. Neste caso, convém efectuar de imediato uma manobra que facilite a expulsão do corpo estranho. Em primeiro lugar, deve-se colocar a criança com a cabeça abaixo do tronco e aplicar-lhe uma série de palmadas nas costas, entre as omoplatas. Caso esta medida não seja eficaz, deve-se proceder a uma outra manobra, ou seja, sentar a criança no próprio colo, inclinar o seu tronco para a frente e abraçá-la por trás, de modo a exercer alguns movimentos de pressão sobre a zona superior do abdómen ou sobre o esterno, o osso central do peito. Se com estas manobras não se conseguir expulsar o corpo estranho, deve-se procurar assistência médica urgente para que sejam tomadas as medidas adequadas de modo a evitar um final trágico.
Fonte:http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=229

- See more at: http://www.medipedia.pt/home/home.php?

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA

O que é?
A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas com esta doença apresentam tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar. Nestes casos, chamamos a doença de DPOC. Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo a todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: bronquite crônica, enfisema pulmonar, asma brônquica e bronquiectasias. No entanto, na maioria das vezes, ao falarmos em DPOC propriamente dito, nos referimos à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar.
A bronquite crônica está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado.
O enfisema pulmonar está presente quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado. Os pulmões são compostos por incontáveis alvéolos, que são diminutos sacos de ar, onde entra o oxigênio e sai o gás carbônico.
Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar, que ocorre, na maioria dos casos, devido ao tabagismo de longa data. Esta limitação no fluxo de ar não é completamente reversível e, geralmente, vai progredindo com o passar dos anos.
Como se desenvolve?
O DPOC se desenvolve após vários anos de tabagismo ou exposição à poeira (em torno de 30 anos), levando à danos em todas as vias respiratórias, incluindo os pulmões. Estes danos podem ser permanentes. O fumo contém irritantes que inflamam as vias respiratórias e causam alterações que podem levar à doença obstrutiva crônica.
O que se sente?
Os sintomas típicos de DPOC são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração. Algumas pessoas desenvolvem uma limitação gradual aos exercícios, mas a tosse somente aparece eventualmente. Outras, costumam ter tosse com expectoração (catarro) durante o dia, principalmente pela manhã, e tem maior facilidade de contrair infecções respiratórias. Neste caso, a tosse piora, o escarro (catarro) torna-se esverdeado ou amarelado, e a falta de ar poderá piorar, surgindo, às vezes, chiado no peito (sibilância). À medida que os anos passam e a pessoa segue fumando, a falta de ar vai evoluindo. Pode começar a aparecer com atividades mínimas, como se vestir ou se pentear, por exemplo. Algumas pessoas com DPOC grave poderão apresentar uma fraqueza no funcionamento do coração, com o aparecimento de inchaço nos pés e nas pernas.
Como o médico faz o diagnóstico?
O médico faz o diagnóstico baseado nas alterações identificadas no exame físico, aliado às alterações referidas pelo paciente e sua longa exposição ao fumo. O médico poderá, ainda, solicitar exames de imagem ou de função pulmonar, além de exames de sangue. Todos estes exames complementares irão corroborar o diagnóstico de DPOC. Os exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia computadorizada do tórax mostrarão alterações características da doença. A espirometria, que é um exame que demonstra como está a função pulmonar, usualmente demonstra a diminuição dos fluxos aéreos. Neste exame, a pessoa puxa o ar fundo e assopra num aparelho que medirá os fluxos e volumes pulmonares. Outro exame importante é a gasometria arterial, em que é retirado sangue de uma artéria do paciente e nele é medida a quantidade de oxigênio. Nas pessoas com DPOC, a oxigenação está freqüentemente diminuída.
Como se trata?
A primeira coisa a fazer é parar de fumar. Nas pessoas com muita dificuldade para abandonar o fumo, podem ser utilizadas medicações que diminuem os sintomas causados pela abstinência deste. Os broncodilatadores são medicamentos muito importantes no tratamento. Podem ser utilizados de várias formas: através de nebulizadores, nebulímetros (spraysou "bombinhas"), turbohaler ( um tipo de "bombinha" que se inala um pó seco ), rotadisks (uma "bombinha" com formato de disco que se inala um pó seco), comprimidos, xaropes ou cápsulas de inalar. Os médicos costumam indicar estes medicamentos através de nebulímetros, turbohaler, cápsulas inalatórias ou nebulizadores, por terem efeito mais rápido e eficaz, além de contabilizarem menos efeitos colaterais. Contudo, os medicamentos corticosteróides também podem ser úteis no tratamento de alguns pacientes com DPOC. O uso de oxigênio domiciliar também poderá ser necessário no tratamento da pessoa com DPOC, melhorando a qualidade e prolongando a vida do doente. Além disso, a reabilitação pulmonar através de orientações e exercícios também poderá ser indicada pelo médico com o intuito de diminuir os sintomas da doença, a incapacidade e as limitações do indivíduo, tornando o seu dia-a-dia mais fácil.
Devemos lembrar a importância da vacinação contra a gripe (anual) e pneumonia, que, geralmente, é feita uma única vez.
Como se previne?
Evitar o fumo é a única forma de prevenção da doença. A terapia de reposição de nicotina ou o uso de uma medicação chamada bupropiona poderá auxiliar neste sentido.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Tem como o médico antever os casos de fumantes que evoluirão para tal doença?
Quais as principais diferenças entre a DPOC e a asma brônquica?
O que há de novo em relação ao tratamento da DPOC?
Quais os pacientes que deverão fazer a reabilitação pulmonar como auxílio no tratamento?
Fonte:http://www.abcdasaude.com.br/pneumologia/doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica

sábado, 2 de maio de 2015

Urina tipo II

A análise de urina tipo II tem como objectivo excluir problemas urinários e metabólicos. O exame é realizado com a colheita de um ou dois frascos da primeira urina da manhã e os valores normais devem revelar ausência de proteínas, de glucose, de corpos cetónicos, escassez de células epiteliais, densidade entre 1,015 e 1,025, pH entre 4,8 e 8 e vestígios de urobilina. O resultado é descrito por características gerais (aspecto, cor, pH, densidade 20ºC, elementos anormais, entre outros) e exame do sedimento (leucócitos, eritrócitos, células epiteliais, entre outros).Os valores alterados dão indicação ao médico para eventual aprofundamento e estudo do problema.
Fonte:
http://www.saude24.net/index.php/laboratorio-online/699-urina-tipo-ii
Não se esqueça de pedir ao seu médico que passe esta analise.

Aprenda a escolher as carnes gordas e magras

Ao escolher a carne que vai comer deve optar por carnes magras, de preferência carne brancas ou carne criada em casa. Descubra no quadro em baixo algumas dicas:



Carne
Mais gorda
Mais magra

Vaca
Acém, peito alto e hambúrguer;
Bifes de lombo, alcatra e acém redondo;

Criação
Coxa, perna, carne com pele;
Peito de peru e frango, sem pele;

Porco
Bacon, salsichas, barriga, costeletas do fundo e entrecosto;
Lombo e perna de porco;

Vitela
Menos gordura que as outras carnes vermelhas jovens;
Lombo, alcatra, pojadouro e ganso;

Borrego
Peito, mão e cachaço;
Perna e lombo;

Caça
A caça é pobre em gorduras
Faisão, lebre, codorniz e perdiz;

Fonte:
http://www.saude24.net/index.php/cozinha-saudavel/794-aprenda-a-escolher-as-carnes-gordas-e-magras

ORIENTAÇÕES PARA PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL

Informações para pessoas que sofrem de insuficiência renal crônica, em especial, para aquelas cujo estágio da doença alterou sua vida e que precisam se submeter ao tratamento conservador, dialítico ou ao transplante renal. O que é o rim ? O rim é um órgão duplo, situado na parte mais posterior do abdômen; um deles fica junto à coluna, à direita, logo abaixo do fígado; o outro se situa à esquerda, logo abaixo do baço. Cada rim pesa em torno de 150 gramas e mede de 11 a 12 cm. É um órgão extremamente vascularizado, recebendo a quarta parte de todo o sangue que sai do coração. O sangue que passa pelos rins é filtrado, retirando as impurezas através de um processo chamado de filtração renal. Assim, o rim é um órgão depurador de substâncias indesejáveis ou que estejam em excesso no nosso organismo e, por isso, precisam ser eliminadas. A urina produzida diariamente tem um volume de 700 a 1500 mililitros, contém sais (sódio, potássio, cálcio, fósforo, amônia) e outras substâncias, como uréia, creatinina e ácido úrico. O volume de urina aumenta ou diminui conforme a necessidade de eliminar água, evitando que falte ou se acumule no organismo. Além de eliminar as impurezas e controlar o volume dos líquidos do organismo, o rim produz hormônios. Dentre os muitos hormônios produzidos pelos rins, destacam-se a eritropoetina, que ajusta a produção de glóbulos vermelhos evitando a anemia e a vitamina D3, que regula a absorção do cálcio no intestino. Doenças renais Infelizmente, uma em cada 5.000 pessoas adoece dos rins por motivos diversos. Quando o rim adoece, ele não consegue realizar as tarefas para as quais foi programado, tornando-se insuficiente. As principais doenças que tornam o rim incapaz ou insuficiente são as seguintes: Nefrites (50%) Hipertensão arterial severa Infecção dos rins Diabete (25%) Doenças hereditárias (rim policístico) Pedras nos rins (cálculos) Obstruções Das doenças acima citadas, muitas podem ser evitadas quando precocemente identificadas e acompanhadas pelos médicos especializados em doenças renais (nefrologistas). A detecção precoce também auxilia no controle da doença e para evitar a progressão da mesma, evitando que ela atinja os estágios mais avançados onde há necessidade de terapia renal substitutiva (diálise ou transplante). Geralmente, quando surge uma doença renal, ela ocorre nos dois rins, raramente de um lado só. Quando a doença renal se torna irreversível, na maioria das vezes, a perda da função é lenta e progressiva. Daí a importância do acompanhamento e da orientação médica, que visa a prolongar o funcionamento adequado do rim, mesmo com algum grau de deficiência. A perda de 25%, 50% ou de até 75% das funções renais apresenta poucos problemas médicos. Porém, perdas superiores a 75% da função renal alteram de tal modo o funcionamento do organismo, que modificam a qualidade de vida do paciente. São facilmente identificáveis os problemas clínicos que a insuficiência renal traz aos pacientes que perderam mais de 75% da função do rim: hipertensão arterial, de moderada a severa; anemia severa, que não responde ao tratamento com sulfato ferroso; edema por todo o corpo, aumentando o peso; pele pálida (cor de palha); fraqueza, cansaço, emagrecimento, coceira no corpo; anorexia, náuseas, vômitos e gastrite; cheiro desagradável na boca (cheiro de urina); piora da pressão arterial e aborto em mulheres grávidas; aumento do volume e da micção urinária, com maior volume urinário noturno. a urina é sempre muito clara e da mesma cor; alterações dos exames plasmáticos, uréia sempre superior a 150mg% e a creatinina maior do que 6mg%. Quando a doença avança, destruindo 90% da capacidade funcional do rim, os 10% restantes pouco poderão fazer para manter a saúde do paciente. Neste estágio da doença, o médico deve avisar que o tratamento conservador sozinho não terá mais efeito desejado e a diálise irá substituir o rim irreversivelmente doente e incapaz de manter a vida do paciente crônico. O que é a diálise ? É um processo mecânico e artificial utilizado para limpar o sangue das impurezas acumuladas pelo organismo. Os "tóxicos" que devem sair do organismo são eliminados através de uma membrana filtrante do rim artificial ou a do peritônio (uma membrana do nosso abdômen). Assim, existem dois tipos de diálise: a peritoneal que usa o peritônio como membrana filtrante e a hemodiálise que usa uma membrana artificial como filtro. Para realizar uma hemodiálise o sangue deve chegar ao filtro em grande quantidade num volume superior a 200 ml. Para obter um volume de sangue tão grande é necessário que um cirurgião vascular una uma veia a uma artéria do braço para aumentar bastante o volume de sangue que passa no vaso, tornando-o volumoso e resistente. A fístula artério-venosa, assim formada, deverá ser sempre bem protegida e vigiada pelo paciente para ter um longo período de uso. Uma hemodiálise eficiente e prolongada depende muito dos cuidados com a fístula artério-venosa. Para isso, é preciso manter o braço limpo sem traumatismos e infecções. A ruptura ou o corte da fístula produz uma perda rápida e importante de sangue. Se isto acontecer fora do local onde o paciente realiza as hemodiálises, ele deve colocar um garrote bem apertado acima da fístula, cobrindo o local com um pano limpo e dirigir-se, imediatamente, a um hospital preparado para atender estas emergências. Em caso de qualquer outra alteração na fístula, tal como um ponto vermelho ou se surgir um aumento de temperatura local ou geral, o médico deve ser imediatamente comunicado. Qual o efeito da diálise ? O rim artificial tem a mesma capacidade do rim humano. Assim, uma hora de diálise equivale a uma hora de funcionamento do rim normal. A diferença é que, no tratamento dialítico, realizamos 3 sessões de 4 horas cada uma, num total de 12 horas semanais. Um rim normal trabalha na limpeza do organismo 24 horas por dia, sete dias, perfazendo 168 horas semanais. Assim, o tratamento com rim artificial, deixa o paciente 156 horas sem depuração (168-12=156). Apesar destas poucas horas (12 horas semanais em média), já está provado que uma pessoa pode viver bem nesse esquema de hemodiálise. A hemodiálise é adequada quando o paciente vive em boas condições: sem hipertensão (inferior a 150/90 mm/hg); sem edema e sem falta de ar; sem grande aumento de peso entre uma e outra hemodiálise; com o potássio normal (menos de 5); sem acidose (pH do sangue); com o fósforo normal (menos de 5) com anemia discreta e sem desnutrição com uma fístula funcionante. Com estas condições, poderá viver muito tempo realizando hemodiálise. A hemodiálise tem seus riscos como qualquer tipo de tratamento e apresenta complicações que devem ser evitadas. Por isso, os médicos controlam os sinais exteriores: temperatura corporal, peso, edema, pressão arterial, tosse, falta de ar, anemia e estado da fístula em cada sessão de hemodiálise. Uma vez por mês devem ser solicitados exames de sangue para ver como estão as taxas de uréia, creatinina, potássio, cálcio, fósforo, ácido úrico e sódio (sal). É importante verificar,também, o pH sangüíneo, a nutrição (albumina) e a anemia (hemograma). Cuidados necessários durante o tratamento dialítico Dieta Comer bem, sem sal e com a quantidade de água ajustada, é o grande trunfo do paciente em hemodiálise. Quem consegue isso é um felizardo. Por isso, informe-se com seu médico o que pode e o que não pode comer para conseguir manter seu estado nutricional em boas condições. Lembre-se que comer carne faz menos mal do que sal e água, porque o rim artificial depura muito bem a uréia. O doente renal crônico precisa cuidar da sua alimentação, principalmente, da ingestão de calorias, proteínas, açúcares e gorduras em quantidades adequadas para não emagrecer. Água A água do nosso organismo é eliminada 90 % pelos rins e 10% pela respiração, pele e fezes. Assim, quem não urina e bebe água, vai acumulá-la, aumentando o peso. O que fazer então? Equilibrar a entrada e saída de água, ou seja, se a quantidade de urina é de 500 ml, o paciente só pode beber 500 ml de líquidos. Mas atenção, todos os alimentos têm água. Alguns, praticamente, só têm água, como as frutas. Outros têm 50% de água quando cozidos, como feijão, arroz, legumes, grãos e massas. Esta água deve ser somada também. A água é um grande risco para quem não urina, pois cria muitas complicações e alguns pacientes podem perder a vida nestas complicações. Algumas das complicações do excesso de água são: tremores, tonturas, náuseas, dores de cabeça, hipertensão, falta de ar, edema generalizado, insuficiência cardíaca e edema agudo de pulmão. Se o doente renal crônico urinar menos de 500 mililitros por dia, deve abandonar os copos grandes, usar aqueles para vinhos ou mesmo os pequenos copos para licor. As frutas podem ser consideradas como água pura ingerida. Quando, no verão, a sede é muito grande, chupar pequenos cubos de gelo feitos com água pura: a água pura gelada "mata" mais a sede do que qualquer outro tipo de líquido. Se gostar de água mineral com gás, também pode tomar. Sal É um dos maiores inimigos do doente renal, pelas diversas complicações que causa e, logicamente, também afeta os pacientes em hemodiálise. O sal e a água juntos produzem sede intensa, edema, falta de ar, aumento de peso, hipertensão, tonturas, mal-estar, confusão mental, tremores e abalos musculares. Cada pessoa doente tem um limite de sal que pode ingerir. O seu médico vai lhe dizer qual é a quantidade que pode ingerir por dia, em gramas.Informação prática sobre o sal Tente se acostumar com comida praticamente sem sal. Para manter o sabor, use temperos verdes, ou outras especiarias. Fuja dos enlatados e de carnes processadas, tais como salames, presuntos, mortadelas, salsichas, sardinhas em lata e outros embutidos semelhantes. Proteínas Existem dois tipos de proteínas: as de origem animal (alto valor biológico) e as de origem vegetal (baixo valor biológico). O nosso organismo utiliza e assimila melhor as proteínas animais que as vegetais, por isso, para o doente renal crônico é melhor ingerir proteína animal: carnes, ovos, leite, queijos. Consulte seu médico para saber qual a quantidade diária que pode ingerir. Proteínas de origem vegetal, tais como amêndoas, amendoim, aveia, cacau, ervilha seca, feijões, soja e seus derivados devem ser consumidos com parcimônia, por serem de baixo valor biológico. Três gramas de proteínas vegetais equivalem a uma de alto valor, mas produzem mais uréia para ser eliminada. Os conselhos dietéticos de um nutricionista sempre serão importantes e bem recebidos. Açúcar Se você não tem problema com os açúcares, nem é diabético, é importante que ingira boas quantidades de açúcares, porque eles diminuem a produção de uréia (menor catabolismo protéico). Gorduras Como em toda alimentação sadia, não se deve usar mais do que 20% em gordura. O azeite de oliva é um excelente alimento, use-o nas saladas e nos alimentos para aumentar as calorias. Evite as gorduras animais e frituras. Potássio O potássio deve ser ingerido com muito cuidado, pois seu excesso no doente renal crônico é muito perigoso. Os alimentos mais ricos em potássio são: frutas secas (uva, damasco e ameixa), amêndoa, amendoim, avelã, bacalhau, cacau, castanhas, chocolate em pó, cogumelo, ervilha, fava, feijões, leite em pó, lentilha seca, melado e rapadura de cana, gérmen de trigo e caldas das compotas de frutas. As frutas, em geral, contêm muito potássio. A banana é a fruta que contém mais potássio. Elas não devem ser ingeridas, em demasia, por dois motivos: ninguém consegue comer pouca quantidade e elas são em sua maioria constituídas quase só de água, o que prejudica o controle do potássio e dos líquidos. Se você tem problema de potássio alto, atente para estes alimentos. Se tiver "desejos" de comer frutas, deve ingeri-las durante a sessão de hemodiálise, pois o rim artificial se encarrega de eliminar o excesso de potássio. Cálcio No nosso organismo, os ossos sustentam os músculos, protegem o cérebro dos traumatismos e armazenam o cálcio e o fósforo. Os rins normais controlam o cálcio e fósforo do nosso corpo, poupando ou eliminando estes sais quando necessário. Na insuficiência renal, ocorre um desequilíbrio do cálcio e do fósforo, provocando doença óssea (osteodistrofia renal). Isto ocorre porque o rim é o produtor de um hormônio, a Vitamina D³, que promove a absorção do cálcio no intestino. Sem a Vitamina D³, a taxa de cálcio no sangue é sempre inferior ao normal (hipocalcemia). Havendo hipocalcemia, o organismo tenta normalizar a taxa de cálcio através da retirada de cálcio do osso, surgindo a osteodistrofia renal. Assim o osso desmineralizado apresenta-se dolorido, fratura fácil e o andar pode ser difícil. Com a queda do cálcio, o fósforo aumenta e produz coceiras por todo o corpo, acompanhadas de lesões dermatológicas. O tratamento da hipocalcemia é feito com uma ingestão abundante de cálcio, junto com a Vitamina D³, que, além de melhorar o cálcio, também regulariza o fósforo. Fósforo Os alimentos ricos em fósforo devem ser ingeridos com cuidado. Os alimentos que devem ser evitados são: amêndoa, amendoim, aveia, bacalhau, cacau em pó, castanha de cajú, farinha de soja, feijão, gema de ovo, germen de trigo, leite desidratado, chocolate, bacalhau e peixes salgados, sardinha em conserva, alguns tipos de queijo, alimentos desidratados ou salgados em geral. Se o médico lhe recomendar atenção e cuidado com o fósforo, procure evitar esses alimentos e solicite medicação para diminuí-lo no sangue. É importante retirar o excesso de fósforo do organismo para evitar que, junto com a hipocalcemia, provoque e acentue as lesões ósseas. Quando há excesso de fósforo no sangue, o paciente se queixa de muita coceira pelo corpo todo. Remédios O paciente de insuficiência renal crônica sempre vai necessitar deles para tratar a hipertensão, anemia, hipocalcemia e hiperfosfatemia. Siga rigorosamente a prescrição do seu médico. Transfusões Quando a anemia é muito intensa, pode provocar sintomas, como tontura, cansaço, falta de ar, dor no peito, coração acelerado (taquicardia) e queda de pressão arterial. Nesta situação, a transfusão de glóbulos torna-se necessária. Quanto menos transfusões, menos complicações, como hepatite e sensibilização imunológica, que podem dificultar o transplante futuro. PPara evitar as transfusões é importante tratar adequadamente a anemia associada a doença renal crônica coma reposição de ferro, vitaminas e eritropoetina quando necessário. Instruções gerais Com os rins artificiais modernos e o uso de medicações adequadas, o tempo de sobrevivência e a qualidade de vida dos renais crônicos vêm melhorando muito. Como o indivíduo com insuficiência renal é potencialmente produtivo é importante que ele seja orientado para adquirir capacidade física para o trabalho. Os exercícios para o sistema cardiovascular são importantes para aumentar o desempenho diário. Além disso, o paciente que faz hemodiálise deve: comparecer a todas as sessões de diálise; realizar sempre diálises de no mínimo quatro horas; evitar o excesso de sal, potássio, fósforo e água; manter a taxa de uréia do plasma inferior a 150 mg% e manter a fístula em boas condições. As mulheres, devem evitar a gravidez, porque piora o estado geral de saúde e o aborto é muito comum. Quem pode fazer transplante ? Todo o paciente renal crônico pode submeter-se a um transplante, desde que apresente as seguintes condições: possa suportar uma cirurgia; não apresente doenças em outros órgãos, por exemplo: cirrose, câncer, acidentes vasculares; não tenha infecção ou focos ativos: urinários, dentários, tuberculose, fungos; não tenha problemas imunológicos provocados por muitas transfusões e/ou múltiplas gravidezes. Se o paciente tiver um doador vivo aparentado é melhor. Porém, em todo o mundo, cresce o número de transplantes de cadáver. Esperar um rim de cadáver, entretanto, no nosso país, requer paciência e hemodiálises por um longo período, às vezes anos. Durante o tempo em que aguarda um transplante ou enquanto estiver em hemodiálise, o paciente renal crônico deve assumir algumas atitudes: manter os seus familiares informados sobre a doença renal crônica; observar e avisar o médico de qualquer desvio ou complicação que tenha surgido; conhecer todas as condutas para evitar as complicações; lutar pela doação de órgãos, ajudando e incentivando as campanhas neste sentido lutar para que todos tenham acesso e facilidades no tratamento, quando infelizmente adoecerem. Um lema e uma luta: "Não enterre seus rins, transplante-os!" Perguntas que você pode fazer ao seu médico A hemodiálise é segura? Quais são as principais complicações das diálises? Qual é a melhor diálise? A lista para o transplante é para todos? O doador vivo fica prejudicado com um só rim? Fonte:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?500&-orientacoes-para-pacientes-com-insuficiencia-renal

sexta-feira, 24 de abril de 2015

DOENÇA DE CROHN

O que é?
O conjunto das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) abrange a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU). A Doença de Crohn caracteriza-se por inflamação crônica de uma ou mais partes do tubo digestivo, desde a boca, passando pelo esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, até o reto e ânus. Na maioria dos casos de Doença de Crohn, no entanto, há inflamação do intestino delgado; o intestino grosso pode estar envolvido, junto ou separadamente. A doença leva o nome do médico que a descreveu em 1932.
Como se desenvolve?
Não se conhece uma causa para a Doença de Crohn. Várias pesquisas tentaram relacionar fatores ambientais, alimentares ou infecções como responsáveis pela doença. Porém, notou-se que fumantes têm 2-4 vezes mais risco de tê-la e que particularidades da flora intestinal (microorganismos que vivem no intestino e ajudam na digestão) e do sistema imune (mecanismos naturais de defesa do organismo) poderiam estar relacionadas. Nenhum desses fatores, isoladamente, poderia explicar por que a doença inicia e se desenvolve. O conjunto das informações disponíveis, até o momento, sugere a influência de outros fatores ambientais e de fatores genéticos.
Nota-se a influência dos fatores genéticos em parentes de primeiro grau de um indivíduo doente por apresentarem cerca de 25 vezes mais chance de também terem a doença do que uma pessoa sem parentes afetados.
O que se sente?
A Doença de Crohn costuma iniciar entre os 20 e 30 anos, apesar de ocorrerem casos também em bebês ou casos iniciados na velhice. Os sintomas mais freqüentes são diarréia e dor abdominal em cólica com náuseas e vômitos acompanhados de febre moderada, sensação de distensão abdominal piorada com as refeições, perda de peso, mal-estar geral e cansaço. Pode haver eliminação, junto com as fezes, de sangue, muco ou pus. A doença alterna períodos sem qualquer sintoma com exacerbações de início e duração imprevisíveis.
Outras manifestações da doença são as fístulas, que são comunicações anormais que permitem a passagem de fezes entre duas partes dos intestinos, ou do intestino com a bexiga, a vagina ou a pele. Essa situação, além de muito desconfortável, expõe a pessoa à infecções de repetição. As fístulas ocorrem isoladamente ou em associação com outras doenças da região próxima ao ânus, como fissuras anais e abscessos.
Com o passar do tempo, podem ocorrer complicações da doença. Entre as mais comuns estão os abscessos (bolsas de pus) dentro do abdômen, as obstruções intestinais causadas por trechos com estreitamento - causado pela inflamação ou por aderências de partes inflamadas dos intestinos. Também pode aparecer a desnutrição e os cálculos vesiculares devido à má absorção de certas substâncias. Outras complicações, ainda que menos freqüentes, são o câncer de intestino grosso e os sangramentos digestivos.
Alguns pacientes com Doença de Crohn podem apresentar evidências fora do aparelho digestivo, como manifestações na pele (Eritema Nodoso e Pioderma Gangrenoso), nos olhos (inflamações), nas articulações (artrites) e nos vasos sangüíneos (tromboses ou embolias).
Como o médico faz o diagnóstico?
A base do diagnóstico é pela história obtida com o paciente e pelo exame clínico. Havendo a suspeita da doença, radiografias contrastadas do intestino delgado (trânsito intestinal) podem ajudar na definição diagnóstica pela achado de ulcerações, estreitamentos e fístulas características. O intestino grosso também costuma ser examinado por enema baritado (Rx com contraste introduzido por via anal) ou colonoscopia (endoscopia). Esse último exame, que consiste na passagem por via anal de um aparelho semelhante a uma mangueira, permitindo a filmagem do interior do intestino grosso, tem a vantagem de permitir também a realização de biópsias da mucosa intestinal para serem analisadas ao microscópio.
Mais recentemente, dois exames de sangue, conhecidos pelas siglas ASCA e p-ANCA, já podem ser usados no diagnóstico da Doença de Crohn entre nós, ainda que não sejam confirmatórios e tenham seu uso limitado pelo custo.
Como se trata?
O tratamento da Doença de Crohn é individualizado de acordo com as manifestações da doença em cada paciente. Como não há cura, o objetivo do tratamento é o controle dos sintomas e das complicações.
Não há restrições alimentares que sejam feitas para todos os casos. Em algumas pessoas, observa-se intolerância a certos alimentos, freqüentemente, à lactose (do leite). Nesses casos, recomenda-se evitar o alimento capaz de provocar a diarréia ou a piora de outros sintomas. Indivíduos com doenças no intestino grosso podem ter benefícios com dieta rica em fibras (muitas verduras e frutas), enquanto que em indivíduos com obstrução intestinal pode ser indicada dieta sem fibras.
Além de adequações na dieta, medicamentos específicos podem ser usados para o controle da diarréia com razoável sucesso. O uso desses medicamentos deve sempre ser orientado pelo médico, já que há complicações graves relacionadas ao seu uso inadequado.
Medicamentos específicos que agem principalmente no controle do sistema imune são usados no tratamento dos casos que não obtém melhora satisfatória apenas com dieta e antidiarréicos. São eles a sulfassalazina, mesalamina, corticóides, azatioprina, mercaptopurina e, mais recentemente, o infliximab. Pelo seu custo e efeitos colaterais, a decisão sobre o início do uso, a manutenção e a escolha do medicamento deve ser feita por médico com experiência no assunto, levando em conta aspectos individuais de cada paciente.
Alguns doentes com episódios graves e que não melhoram com uso das medicações nas doses máximas e pelo tempo necessário, podem necessitar de cirurgia com retirada da porção afetada do intestino.
Situações que também requerem cirurgia são sangramentos graves, abscessos intra-abdominais e obstruções intestinais. Apesar de se tentar evitar ao máximo a cirurgia em pacientes com Doença de Crohn, mais da metade necessitarão de pelo menos uma ao longo da vida. Retiradas sucessivas de porções do intestino podem resultar em dificuldades na absorção de alimentos e em diarréia de difícil controle.
Como se previne?
Não há forma de prevenção da Doença de Crohn (DC).
Pessoas já doentes são fortemente orientadas a não fumar como forma de evitar novas exacerbações. O uso crônico das medicações usadas para o controle das crises não mostrou o mesmo benefício na prevenção de novos episódios, devendo, portanto, ser individualizada a manutenção ou a suspensão do tratamento após o controle dos sintomas iniciais ou de agudização.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Para que serve o tratamento?
Devo tomar os remédios quando estiver bem? E se estiver bem há muito tempo?
O que faço quando acabar a receita?
Essa doença tem cura?
Vou precisar repetir exames? De quanto em quanto tempo?
O que faço se os sintomas piorarem durante o tratamento?
Que tipo de remédio posso ou não usar para outros problemas?
Vou poder ter uma vida "normal"?
Posso precisar de cirurgia? Se operar vou ficar curado?
Há outros sintomas ou doenças associadas à Doença de Crohn?
Fonte:http://www.abcdasaude.com.br/gastroenterologia/doenca-de-crohn

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pedido de ajuda urgente

Olá a todos os visitantes deste blog peço ajuda a quem 
conheça um hospital na cidade mencionada no 
comentário abaixo, me deixe um comentário aqui obrigada.


Boa tarde,faz anos que sofria com os rim direito,essa semana recebi diagnóstico de estenose de jup, estou com muita dor, o médico me encaminhou para um cirurgião especialista, mora em cajazeiras sertão da Paraíba, não sei onde encontrar um hospital,me ajude por favor

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Pedido de ajuda

Boa tarde visitante deste blog 
eu não tenho conhecimento das duvidas a baixo, então peço a que tenha esse conhecimento que deixe um comentário aqui obrigada

boa tarde, tenho 26 anos de idade,sou mineira, moro em montes claros/MG fui diagnosticada com pielonefrite aguda aos 20 ou 21 anos não me lembro ao certo, e hoje aos 26 anos tive um novo diagnóstico, tenho pielonefrite crônica em processo de necropatia aguda, sou hipertensa e hipoglicêmica, não tenho ninguém com o mesmo quadro clínico que o meu que eu conheça para falar sobre a doença, ou msm trocar informações sobre tratamentos, dietas, alimentação, essas coisas, que bom que agora achei vc e esse blog incrível onde podemos trocar nossas experiências. Obrigada

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

EBOLA

Se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, causando pânico nas populações infectadas.
A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) tratou centenas de pessoas com a doença e ajudou a conter inúmeras epidemias ameaçadoras. 
“Eu estava coletando amostras de sangue de pacientes. Nós não tínhamos equipamentos de proteção suficientes e eu desenvolvi os mesmo sintomas”, diz Kiiza Isaac, um enfermeiro ugandense. “No dia 19 de novembro de 2007, recebi a confirmação do laboratório. Eu havia contraído Ebola”.
Fatos
A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.
Morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do vírus Ebola. A taxa de fatalidade do vírus varia entre 25 e 90%, dependendo da cepa.
“MSF foi para Bundibugyo e administrou um centro de tratamento. Muitos pacientes receberam cuidados. Graças a Deus, eu sobrevivi. Depois da minha recuperação, me juntei a MSF”, conta Kiiza.
Estima-se que, até janeiro de 2013, mais de 1.800 casos de Ebola tenham sido diagnosticados e quase 1.300 mortes registradas.
Primeiramente, o vírus Ebola foi associado a um surto de 318 casos de uma doença hemorrágica no Zaire (hoje República Democrática do Congo), em 1976. Dos 318 casos, 280 pessoas morreram rapidamente. No mesmo ano, 284 pessoas no Sudão também foram infectadas com o vírus e 156 morreram.
Há cinco espécies do vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de seus locais de origem. Quatro dessas cinco cepas causaram a doença em humanos. Mesmo que o vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte foi relatada.
MSF tratou centenas de pessoas afetadas pelo Ebola em Uganda, no Congo, na República Democrática do Congo, no Sudão, no Gabão e na Guiné. Em 2007, MSF conteve completamente uma epidemia de Ebola em Uganda.

O que causa o Ebola?
O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais. O vírus é transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.
Agentes de saúde frequentemente são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados.
Em algumas áreas da África, a infecção foi documentada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.
Enterros onde as pessoas têm contato direto com o falecido também podem transmitir o vírus, enquanto a transmissão por meio de sêmen infectado pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica.
Ainda não há tratamento ou vacina para o Ebola.

Sintomas 
No início, os sintomas não são específicos, o que dificulta o diagnóstico.
A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Isso é seguido por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.
Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus. Alguns pacientes podem ainda apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.

Diagnóstico
Diagnosticar o Ebola é difícil porque os primeiros sintomas, como olhos avermelhados e erupções cutâneas, são comuns.
Infecções por Ebola só podem ser diagnosticadas definitivamente em laboratório, após a realização de cinco diferentes testes.
Esses testes são de grande risco biológico e devem ser conduzidos sob condições de máxima contenção. O número de transmissões de humano para humano ocorreu devido à falta de vestimentas de proteção.
“Agentes de saúde estão, particularmente, suscetíveis a contraírem o vírus, então, durante o tratamento dos pacientes, uma das nossas principais prioridades é treinar a equipe de saúde para reduzir o risco de contaminação pela doença enquanto estão cuidando de pessoas infectadas”, afirma Henry Gray, coordenador de emergência de MSF durante um surto de Ebola em Uganda em 2012.
“Nós temos que adotar procedimentos de segurança extremamente rigorosos para garantir que nenhum agente de saúde seja exposto ao vírus, seja por meio de material contaminado por pacientes ou lixo médico infectado com Ebola”.

Tratamento
Ainda não há tratamento ou vacina específicos para o Ebola.
O tratamento padrão para a doença limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções. Apesar das dificuldades para diagnosticar o Ebola nos estágios iniciais da doença, aqueles que apresentam os sintomas devem ser isolados e os profissionais de saúde pública notificados. A terapia de apoio pode continuar, desde que sejam utilizadas as vestimentas de proteção apropriadas até que amostras do paciente sejam testadas para confirmar a infecção.
MSF conteve um surto de Ebola em Uganda em 2012, instalando uma área de controle entorno do centro de tratamento. 
O fim de um surto de Ebola apenas é declarado oficialmente após o término de 42 dias sem nenhum novo caso confirmado.

Página atualizada em março de 2013
Fonte:http://www.msf.org.br/conteudo/74/ebola/

quinta-feira, 10 de julho de 2014

DOENÇA DE CROHN

O que é a doença de Crohn?

A doença de Crohn é um processo inflamatório crónico envolvendo principalmente o tracto intestinal. Embora possa atingir qualquer parte do tubo digestivo, da boca ao ânus, afecta mais frequentemente a última parte do intestino delgado (ileum) e/ou o intestino grosso (cólon, recto e ânus). A doença de Crohn é uma situação crónica que pode reaparecer por várias vezes durante a vida. Alguns doentes têm longos períodos de remissão, algumas vezes por anos, permanecendo livres de sintomas. Não existe processo de prever quando a remissão pode ocorrer ou quando os sintomas irão reaparecer.

Quais os sintomas da doença de Crohn? 

Devido ao facto da doença de Crohn poder afectar qualquer parte do intestino, os sintomas podem variar muito de doente para doente. Os sintomas mais comuns incluem a dor ou cólica abdominal, diarreia, febre, emagrecimento e distensão abdominal. Nem todos os doentes apresentam estes sintomas, alguns podendo mesmo nunca os manifestar. Outra sintomatologia pode incluir dor ou escorrência anal, lesões cutâneas, abcessos ano-rectaisfissuras e dor articular (artrite).

Quem é afectado?

Sendo certo que qualquer grupo etário pode ser atingido, a doença afecta principalmente adultos jovens entre os 16 e os 40 anos de idade. Afecta homens e mulheres em igual proporção, parecendo ser mais comum em algumas famílias. Cerca de 20% de pacientes com Crohn têm um familiar, mais frequentemente um irmão ou irmã, algumas vezes um Pai/Mãe ou filho, com alguma forma de doença inflamatória do intestino. Em Portugal, nos últimos anos, tem-se assistido a uma incidência crescente da doença. A doença de Crohn e uma patologia similar chamada colite ulcerosa são, habitualmente, agrupadas como doença inflamatória do intestino.

O que causa a doença de Crohn?

A etiologia exacta é desconhecida. Hoje em dia pensa-se ser devida a uma causa imunológica e/ou bacteriana. A doença de Crohn não é contagiosa, tendo uma ligeira tendência genética (hereditária).

Como é tratada a doença de Crohn?

O tratamento inicial é quase sempre médico. Não existe «cura» para a doença de Crohn, mas a terapêutica médica com o recurso a um ou mais medicamentos proporciona uma forma de a tratar, aliviando os seus sintomas. Em situações mais avançadas ou complicadas, a cirurgia pode ser recomendada. Quando ocorrem complicações como perfuração ou obstrução intestinal, hemorragia significativa, a cirurgia urgente pode algumas vezes ser necessária. Outras indicações menos urgentes para a cirurgia incluem a formação de abcessos, fístulas, atingimento ano-rectal severo ou persistência da doença apesar de tratamento médico correctamente efectuado (intractibilidade médica). Nem todos os doentes com estas ou outras complicações necessitarão de ser operados, devendo a decisão ser tomada conjuntamente pelo seu gastroenterologista e cirurgião colo-rectal.

Deverá a cirurgia se evitada a todo o custo?

Apesar de ser verdade que a terapêutica médica constitui a 1ª linha de tratamento, é importante ter presente que a cirurgia pode eventualmente vir a ser necessária em cerca de ¾ dos doentes. Muitos pacientes podem sofrer desnecessariamente devido a um receio errado de que a intervenção cirúrgica é perigosa ou conduzirá inevitavelmente a complicações. Embora a cirurgia não seja «curativa», muitos doentes nunca precisarão de voltar a ser operados. Hoje em dia a cirurgia baseia-se numa opção conservadora, através de uma ressecção limitada ou plastia do segmento intestinal doente, preservando-se o máximo de intestino possível. A cirurgia proporciona frequentemente um efectivo alívio a longo-prazo da sintomatologia, muitas vezes eliminando ou reduzindo a necessidade de manter a terapêutica medicamentosa. 
Fonte:http://www.proctos.pt/Tratamentos/Doen%C3%A7adeCrohn/tabid/93/Default.aspx

domingo, 6 de julho de 2014

Resposta a Nuno Ribeiro

Olá Nuno.
Li a teu comentário com atenção e acho que devias falar com o teu nefrologista
na possibilidade de consultar um nutricionista-nefrológico, pode ser que com uma
dieta e medicação consigas normalizar os níveis dos rins.



Olá,
Descobri há 2 anos e meio que sou insuficiente renal crónico, por via de Gamapatia Monoclonal de Significado Renal. Fui tratado com quimioterapia em Outubro de 2013, tendo esse mesmo tratamento sido eficaz na redução das cadeias leves livres e neste momento não existe componente monoclonal. A lesão renal não reverteu, apresento neste momento uma creatinina de 4 e um Clearance a rondar os 25%. Já me colocaram o cenário de hemodiálise num futuro próximo, talvez 5 anos. Vou iniciar hoje medicação para baixar ácido úrico (8,2) e manter o controlo da tensão arterial. Entretanto consultei o meu hemeopata que me sugeriu a toma de NUX VOMITA 200 CH. Estou assutado como a perspectiva da hemodiálise e gostaria de saber se existe algo mais que eu possa fazer para além de uma dieta hipo-proteica. Obrigado