quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ÁLCOOL E MEDICAMENTOS: CONHEÇA AS INTERACÇÕES


Antes de começar um tratamento, veja se pode beber álcoolHá uma diversidade de medicamentos com comportamentos muito variáveis perante o álcool. Exactamente por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a todos os doentes que se informem junto do seu médico ou farmacêutico sobre se podem ou não ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento. Para surpresa de muitos, há dados sobre a ingestão de álcool que abalam os preconceitos sobre esta equação álcool/medicamento. Por exemplo: a toxicidade para o fígado do paracetamol é maior quando se ingere álcool em grandes quantidades; qualquer ingestão de álcool influi na toma de medicamentos como os calmantes, diminuindo a capacidade de raciocínio, os reflexos e a concentração na condução, bem como nas tarefas de precisão; há antibióticos que obrigam a não ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento; os medicamentos para o reumatismo, dores e febre têm um efeito muito intensificado quando se ingerem bebidas alcoólicas; alguns medicamentos para as diabetes, no caso de se beber álcool, podem provocar reacções de tal forma graves (será o caso do abaixamento intenso da glucose no sangue) que podem pôr a vida do doente em risco; quando se ingere álcool, os anticoagulantes podem ter um efeito potenciado (como o risco de hemorragias).
Como é evidente, para sua segurança ou para poder tomar bebidas alcoólicas tranquilamente, informe-se sempre junto do seu médico ou farmacêutico.

Álcool, medicamentos e conduçãoHá medicamentos que afectam a condução pelo que a sua conjugação com álcool é ainda mais potenciadora (o mesmo é dizer mais perigosa).
Há medicamentos que durante a condução reduzem os reflexos e provocam alterações de comportamento, causam transtornos na visão, podendo o condutor ignorar o poder induzido pela associação do álcool com alguns medicamentos. É o caso de fármacos como os anti-inflamatórios, analgésicos, tranquilizantes, antidepressivos ou anti-hipertensores, cujos efeitos se prolongam durante horas. Os soníferos, tranquilizantes e ansiolíticos se bem que se tomem, regra geral, à noite, ao deitar, mantêm os seus efeitos sobre o sistema nervoso até ao dia seguinte, diminuindo o estado de atenção e os reflexos. Isto para dizer que conduzir qualquer veículo ou executar trabalhos perigosos comporta riscos acrescidos, pelo que deve estar informado sobre a associação entre álcool, medicamentos e condução. É caso para dizer que se deve usar e abusar do aconselhamento farmacêutico para esclarecer em que situações, durante o tratamento, é que pode tomar bebidas alcoólicas.
Se pretende mais informações sobre as interacções do álcool com medicamentos confirme veja os sites do Centro de Informação do Medicamento, Ordem dos Farmacêuticos, Direcção-Geral de Viação ou o Portal da Saúde. Aqui confirmará tudo quanto se disse sobre álcool e analgésicos, anti-inflamatórios não esteróides, benzodiazepinas, barbitúricos. Há alertas que não devem ser descurados, caso da sonolência, dificuldades de concentração, perturbações da percepção ou perturbações comportamentais.

Leia os folhetos informativos dos medicamentosEm Portugal, e em concordância com o que prevê a legislação europeia para o folheto informativo dos medicamentos, é obrigatório destacar as interacções medicamentosas com álcool, tabaco ou alimentos. Felizmente que já é elevada a percentagem de medicamentos que advertem para a interacção entre os medicamentos e o consumo do álcool. Quando dialogar com o seu farmacêutico, ele seguramente lhe chamará a atenção para as seguintes situações: o álcool, mesmo que em pequenas concentrações, tem um efeito depressor sobre o sistema nervoso (diminui a atenção, a velocidade de reacção e os reflexos; para quem bebe habitualmente e tem que conduzir e se encontra a fazer um tratamento para um sistema nervoso, impõe-se consultar o médico acerca de eventuais efeitos e se não é de excluir completamente a ingestão de álcool.
Recorde-se que o álcool ingerido em pequenas quantidades é aceitável e pode gerar uma boa convivência. Não deve ser encarado como um tabu mas como uma prática social admissível, havendo sempre esclarecer em que situações durante o tratamento é que o doente pode tomar bebidas alcoólicas
Fonte:
http://www.maraoonline.com/cidadania/Beja_Santos/34AD08F3-3C1E-4643-92F4-A8BCEA46EE2E.html

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